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Grécia 11 – Spinalonga e Agios Nikolaos (Ilha de Creta)

O segundo passeio que fizemos na Ilha de Creta com agencias de turismo locais, foi para a Ilha de Spinalonga, em Elounda e a cidade de Agios Nikolaos, com parada para mergulho e churrasco. Dessa vez nós fomos literalmente os primeiros turistas a entrar no ônibus, o que tornou o trajeto um verdadeiro pinga pinga com paradas em diversos hotéis até finalmente chegarmos no porto para embarcar para a Ilha de Spinalonga.
Dessa vez, tivemos 4 guias turísticos no grupo, cada um falando um idioma e contando a história da Ilha de Creta e dos pontos que visitaríamos naquele dia. eu particularmente acho muito interessante essa situação, pois vou assimilando algumas palavrinhas de outros idiomas, e acredito que entram na minha memória e esse contato com diversos idiomas e sotaques facilita muito para quem quer aprender novas línguas. Nosso cérebro é muito mais potente do que nós imaginamos e utilizamos. Mais uma vez não houve nenhum guia que falasse espanhol ou português. Ouvimos os guias falando em inglês, francês, alemão, e polonês.

A Ilha de Spinalonga foi usada estrategicamente para a construção de um forte que possibilitou a defesa do porto de Elounda das invasões. Assim como as outras cidades de Creta, foi habitada pelos Venezianos e pelos Turcos. Mas a história que marcou a ilha não foi a de conquistadores.

Depois de ter sido desocupada, a ilha ficou desabitada por anos, até que o governo decidiu implantar ali uma colônia de leprosos, e enviava forçadamente as pessoas com lepra, inclusive integrantes da família que não possuíam a doença. Muitos relatam que não eram enviados recursos necessários para a vida na ilha, pois em meados de 1900 não havia cura para a doença, o que faziam crer que os leprosos logo morreriam.
Spinalonga foi uma das últimas colônias de leprosos da Europa. Mesmo após a descoberta da cura e tratamento, inclusive praticado na própria ilha, o governo ainda assim não permitia a saída dos habitantes.
Muitos filmes e documentários foram produzidos sobre a história, um dos mais conhecidos se chama “A Ilha”. O fim do exílio para os habitantes da colônia ocorreu em 1957, mas a ilha ainda foi habitada até 1962.
Os habitantes da ilha, com a ajuda de um advogado, se organizaram em sociedade, o que manteve as crianças na escola, os adultos tinham atividades de trabalho, existia um comércio que apoiava e sustentava as famílias, atendimento médico, as pessoas se casavam e tinham filhos, e muitos de fato não adquiriram a lepra e poucos foram os que morreram em decorrência da doença.
Hoje é um local de visitação turística e a algumas edificações como a igreja ainda são usadas para a realização de missas.
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Depois de visitar a ilha voltamos para o barco e seguimos para a parada do almoço e mergulho, não muito longe da costa de Elounda.
As águas são deslumbrantes, transparentes e com um tom de azul de tirar o fôlego. a temperatura é fria, mesmo no verão e no restante do ano, mais fria ainda. O calor do verão ajuda na vontade de entrar na água. O gosto de sal é bem forte também.
Levamos nossas máscaras de mergulho e fomos preparados com as sapatilhas aquáticas e camisetas com proteção uv. Nos acostumamos a usar, porque quando entramos na água, esquecemos da vida e com o corpo molhado a sensação é que não estamos expostos ao sol e queimando a pele. Mesmo assim, em uma viagem de verão, as poucas vezes que ficamos expostos sem as camisetas uv já são suficientes para garantir mais que um simples bronzeado.
Não vimos muitos peixes coloridos, e nem muito grandes, o que deduzimos ser consequência da presença dos barcos e muitos turistas.
O cheiro do churrasco estava bem melhor do que o gosto da carne, mas foi satisfatório, o tempero grego é muito similar ao brasileiro. A comida foi servida no barco mesmo e cada um comeu no seu próprio assento, sem mesas. Passamos sem fome pelo restante do passeio.
Trocamos de roupa e seguimos de volta para o porto, voltamos ao ônibus e fomos em direção a nossa última parada de visitação, a cidade de Agios Nikolaos.
A cidade, assim como Chania e Rethymno tem um porto e a influência turca e veneziana. O interessante ficou por conta da estátua da Europa, montada no cavalo, Zeus, onde os turistas param para tirar fotos.
Tentamos tomar sorvete e milkshake, sem sucesso. Paramos em um dos restaurantes da orla e simplesmente recebemos uma taça com uma pequena bola de sorvete e um suco de leite gelado com um toque de sabor morango. Acreditei que havia ocorrido algum engano, algo como terem entendido que eu queria um smoothie e pedi para refazerem. O garçom respondeu que aquele era o padrão de milkshake, mas disse que colocaria mais sorvete. Foi o que ele fez, jogou uma bola de sorvete dentro do copo, sem bater ou mexer. Aprendi uma lição, continuar evitando restaurantes turísticos e na dúvida, tomar milkshake no McDonalds mesmo.
Voltamos para o hotel, de novo no pinga pinga, mas desta vez, dormimos, uma das vantagens de não estar dirigindo.

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Um beijo e até o próximo post.

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  2 comentários sobre “Grécia 11 – Spinalonga e Agios Nikolaos (Ilha de Creta)

  1. 04/09/2017 às 11:44

    Suas viagens e suas publicações são inspirações para novos viajantes e também para os viajantes frequentes. Continue fazendo vídeos e posts para nós! Sucesso sempre!

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